Bonsaísta
Renato Bocabello

Renato Bocabello descobriu o bonsai ainda na adolescência, em 1996, quando um ipê-rosa florido visto pela janela da sala de aula despertou nele uma curiosidade que nunca mais se apagou. Inspirado pelo filme Karatê Kid, pela filosofia zen do judô e por um livro presenteado por seu professor de literatura, ele fez seu primeiro bonsai com uma muda de jabuticabeira e o serrote do pai, sem saber que estava plantando o início de uma vocação para a vida inteira.
Durante a faculdade de Medicina Veterinária em Londrina, encontrou mestres fundamentais em sua formação, como o japonês Takashima, que lhe ensinou que bonsai tem propósito, não preço. Sua disposição e dedicação o aproximaram dos maiores nomes do mundo do bonsai no Brasil e no exterior. Em 2002, ainda estudante, foi convidado pelo britânico Harry Tomlinson, autor do livro que o iniciou na arte, para uma imersão na Europa, onde se apresentou ao lado do mestre em eventos internacionais.
Com mais de duas décadas de trajetória, Renato se tornou uma das maiores referências em bonsai do país. Em 2016, abriu seu estúdio, que se tornou um espaço de ensino, conexão e transformação, resistindo até à pandemia, quando migrou para o formato online sem abrir mão de sua essência.
Mais do que cultivar árvores, Renato cultiva olhares mais calmos, mãos mais pacientes e mentes mais presentes. Seu legado está nas pessoas que passa a tocar e nas gerações que continua a inspirar, com a certeza de que todo grande legado começa com um pequeno cuidado.
Bonsaísta
Garzon
De presente de aniversário a 5º lugar no mundo.

A história do Garzon não começa com técnica. Começa com afeto e com duas plantas que não sobreviveram. Mas que mudaram tudo.
As primeiras raízes
O Garzon cresceu entre a horta do pai e as plantas da mãe. A natureza sempre esteve perto, mas o bonsai chegou de um jeito diferente: como presente. A Serissa veio da Bel, sua esposa. O Junípero, dos mestres Serra, seus professores de Kung Fu.
As duas morreram. E aquela dor que todo iniciante conhece, a de ver uma árvore ir embora sem entender o porquê, não foi suficiente pra afastá-lo. Fez o oposto: acendeu uma curiosidade que não apagou mais.
“Eu não sabia nada. Assistia vídeo atrás de vídeo tentando entender o que tinha feito de errado. Foi assim que comecei de verdade.”
O encontro que mudou tudo
Em 2018, no dia do seu aniversário, Garzon visitou o viveiro de Kojima e foi indicado para conhecer o mestre Renato Bocabello. A conversa se estendeu por bastante tempo e, ao final, veio um convite especial: tornar-se estagiário no Studio Bocabello.
Não era só a técnica que conectou os dois. Era a filosofia. A mesma que o Garzon já vivia nas artes marciais há anos: respeito, disciplina, presença. Ele reorganizou a própria escola de Kung Fu, liberou as quartas-feiras e foi estudar de verdade.
Hoje, como professor no Studio, Garzon segue em constante evolução dentro de uma base sólida construída ao lado de Renato Bocabello, sua principal referência e com quem desenvolveu seu olhar para o bonsai. Buscando ampliar seu repertório, também se aprofunda com o mestre Tramujas, reconhecido pela diversidade de espécies no Brasil. Cada novo aprendizado soma à sua trajetória, mas é no Studio Bocabello que continua colocando em prática, todos os dias, a essência e a linha técnica que carrega em sua formação.
Quase uma década depois
Vitórias em eventos regionais. Títulos na categoria Novos Talentos. E recentemente, o palco que resume a jornada: representando o Brasil em um evento mundial na China, o Garzon conquistou o 5º lugar entre 132 participantes de todo o mundo. Não por sorte. Por anos de presença, de errar, de aprender com os melhores e de nunca parar.
O que ele carrega hoje
O Garzon não ensina só técnica. Ele ensina o que o bonsai ensinou a ele: paciência, presença e respeito pelo tempo de cada coisa.
Cada aula é um pouco da história que começou com dois presentes, e que ele agora passa adiante para a próxima geração de bonsaístas brasileiros.
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